Escalas sobre subdominantes estendidas
As escalas utilizadas durante as subdominantes estendidas seguem a mesma lógica das escalas utilizadas durante subdominantes secundárias. Considere, por exemplo, a progressão a seguir:

Durante a passagem F#m7(b5) – B7 no segundo compasso, utilizamos a escala de mi menor (apesar de, nesse caso, o acorde-meta, isto é, Em, que é o IIIm, nunca chegar a aparecer)
Durante a passagem Bm7(b5) – E7, utilizamos a escala de lá menor (apesar de o Am, que é o VIm, nunca chegar a aparecer).
E assim por diante.
Isto é, sempre utilizamos a escala do grau diatônico que apareceria se fosse uma preparação com subdominantes secundárias.
Regra para quando o acorde diatônico omitido seria maior:
Quando o acorde diatônico que seria preparado é um acorde maior, durante a passagem IIm7/X- V7/X, utilizamos sempre a escala maior de X (o segundo modo sobre o IIm7 e o quinto modo sobre o V7).
Peguemos como o exemplo Dm7 – G7 (sexto compasso na progressão abaixo, destacado em amarelo):

As opções de escalas seriam as seguintes:

Regra para quando o acorde diatônico omitido seria menor:
Já quando o acorde diatônico que seria preparado é um acorde menor, temos três opções de escala: natural, harmônica e melódica.
- Durante o V7/Xm, é possível utilizar o quinto modo da harmônica ou a melódica de Xm (que são as escalas menores que geram um acorde do tipo V7).
- Já durante o IIm7(b5)/Xm, podemos utilizar o segundo modo das escalas naturais ou harmônicas de Xm, dado que a melódica não gera um IIm7(b5), e sim, um IIm7.
Peguemos como o exemplo Bm7(b5) – E7 (terceiro compasso na progressão abaixo, destacado em amarelo):

As opções de escalas seriam as seguintes:

Utilizando o IIm7 da menor melódica:
Na preparação de um acorde menor, se fizermos um procedimento do tipo IIm7/Xm – V7/X, durante o IIm7, temos de utilizar a escala melódica de Xm (haja vista que é a única das escalas menores que gera um IIm7). Adaptando a progressão acima para este caso, temos o seguinte:

Nesse caso, usaríamos o segundo modo da menor melódica do respectivo acorde-meta diatônico para cada acorde destacado (que é um lócrio com 5J e 6M). Por exemplo, durante F#m7, utilizaríamos o segundo modo da escala de mi menor melódica. Durante Bm7, utilizaríamos o segundo modo da escala de lá menor melódica. Durante o Em7 utilizaríamos o segundo modo da escala de ré menor melódica.
Peguemos como o exemplo Bm7 – E7 (terceiro compasso na progressão acima):
As opções de escalas seriam as seguintes (a nota em azul destaca a alteração específica deste procedimento, derivado da menor melódica):

Utilizando o acorde de sexta napolitana
Uma terceira opção é, no caso de acordes-meta menores, fazer a preparação com o acorde de sexta napolitana: bII7+/Xm – V7/Xm. A nossa progressão inicial está adaptada nesse sentido a seguir:

Durante o bII7+, temos de usar o modo lídio (pois ele nada mais é do que o modo lócrio com a tônica baixada em meio tom, que reflete exatamente a alteração do IIm7(b5) para bII7+). Por exemplo, na progressão acima, durante o F7+, usamos o F lídio; durante o Bb7+, usamos o Bb lídio, e durante o Eb7+ usamos o Eb lídio.
Entretanto, outra opção é já deixar aparecer a alteração da menor harmônica (característica do V7) já durante o bII7+. Nesse caso, faríamos um lídio com sexta aumentada, tal como exemplificado a seguir:
Peguemos como o exemplo Bb7+ – E7 (terceiro compasso na progressão acima):
As opções de escalas seriam as seguintes (a nota em azul destaca a alteração específica deste procedimento, derivado da sexta napolitana):

Para ver os modos da escala napolitana harmônica, clique aqui.