O uso de diminutos enquanto dominantes estendidas
Dada a possibilidade de se utilizar os respectivos diminutos de cada dominante (primária, secundária ou estendida), conseguimos fazer sequências de dominantes estendidas nas quais o baixo caminha de modo cromático[1].
Vejamos primeiramente um exemplo na tonalidade maior.
Comecemos pela seguinte progressão com dominantes estendidas:

Agora, substituamos cada dominante por algum de seus diminutos. Por exemplo:

Temos então, do compasso 2 ao 7, uma linha cromática descendente no baixo.
Observe que a substituição de cada dominante por algum de seus diminutos se deu a partir dos seguintes intervalos do acorde de dominante original:

O mesmo procedimento é possível na tonalidade menor, desde que se respeite a regra de que a dominante estendida do V7/V é a dominante que prepararia o bII7+. Considere a seguinte progressão, primeiramente utilizando os acordes do tipo V7, e não os diminutos:

Agora, substituamos cada dominante por algum de seus diminutos. Por exemplo:

Note que a sequência cromática é interrompida entre os compassos 6 e 7, por conta da regra de preparação de um IIm7(b5) pelo mesmo procedimento que se utilizaria para preparar um acorde bII7+.
Observe que a substituição de cada dominante por algum de seus diminutos se deu a partir dos seguintes intervalos do acorde de dominante original:

[1] Sobre isso, ver Sobre isso, ver FREITAS, S. P. R. Teoria da Harmonia na Música Popular: uma definição das relações de combinação entre os acordes na harmonia tonal. Florianópolis, Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), 2002, p. 93-6.